{"id":1170,"date":"2021-07-14T11:12:12","date_gmt":"2021-07-14T11:12:12","guid":{"rendered":"https:\/\/ibmiratejo.pt\/?p=1170"},"modified":"2021-07-14T11:21:34","modified_gmt":"2021-07-14T11:21:34","slug":"educacao-sabia-uma-educacao-em-contacto-com-a-realidade-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ibmiratejo.pt\/?p=1170","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o s\u00e1bia: Uma educa\u00e7\u00e3o em contacto com a realidade (Parte 1)"},"content":{"rendered":"<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<h4 style=\"font-family: Roboto, sans-serif; color: #111c20;\"><u>A import\u00e2ncia da Educa\u00e7\u00e3o?<\/u><\/h4>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><strong style=\"color: var( --e-global-color-57a84af ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\">A&nbsp;<\/strong><strong style=\"color: var( --e-global-color-57a84af ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\">educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um assunto t\u00e3o importante quanto pol\u00e9mico. <\/strong>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma inquieta\u00e7\u00e3o para os progenitores sen\u00e3o tamb\u00e9m para os governos. Para todos a forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica da futura gera\u00e7\u00e3o, \u00e9 t\u00e3o necess\u00e1ria, que estamos dispostos a investir muito tempo, dinheiro, regulamenta\u00e7\u00f5es e outros recursos com o fim de atingir esse objectivo. <strong style=\"color: var( --e-global-color-57a84af ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\">Logo, educa\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para todos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong>Embora seja dif\u00edcil, para muitos, definir o que \u00e9 educa\u00e7\u00e3o (algo que tentarei fazer mais adiante), \u00e9 importante reconhecer, juntamente com os promotores da educa\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, que esta \u00e9 mais do que uma ci\u00eancia, <strong>\u00e9 uma arte<\/strong>. Eu at\u00e9 acrescentaria que educa\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que os seres humanos fazem<strong>, e que \u00e9 natural e inevit\u00e1vel. <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todos educamos de alguma maneira, por isso a pergunta \u00e9 se o fazemos bem, ou mal. E quando digo bem ou mal, n\u00e3o me refiro apenas \u00e0 forma de educar, mas tamb\u00e9m aos fundamentos e pressupostos que regem a educa\u00e7\u00e3o. De onde vem a arte ou a ci\u00eancia de educar? Porque \u00e9 que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma habilidade t\u00e3o natural aos seres humanos? E, para qu\u00ea educamos?<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obviamente, neste estudo pretendo defender que a \u00fanica educa\u00e7\u00e3o legitima \u00e9 aquela que parte de uma cosmovis\u00e3o centrada em Jesus (Jo. 1.1-5)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. O que quero dizer com isto? Quero dizer que Jesus tem de ser reconhecido como o centro da Cria\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de quem tudo subsiste (Col. 1.15-17)<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Por outras palavras, a vis\u00e3o crist\u00e3 de mundo \u00e9 a \u00fanica capaz de definir o que \u00e9 educa\u00e7\u00e3o na sua origem e prop\u00f3sito. Porque Deus \u00e9 que criou a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto a este ponto, como crist\u00e3os, temos de ser dogm\u00e1ticos, obtusos e quadrados. Creio que a cosmovis\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 a \u00fanica que d\u00e1 uma explica\u00e7\u00e3o leg\u00edtima e verdadeira do cosmos que nos rodeia. E se o pressuposto n\u00e3o for o Logos (A Palavra; Jesus), de quem proveem todas as coisas, ent\u00e3o nada poder\u00e1, de maneira consistente, fazer sentido.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Logo, se o temor do Senhor n\u00e3o \u00e9 o princ\u00edpio da sabedoria (Prov. 1.7), e se Jesus Cristo n\u00e3o \u00e9 a fonte de todo o conhecimento (Col. 2.3), ent\u00e3o o humanismo e o naturalismo t\u00eam raz\u00e3o, e o Homem \u00e9 o ponto de in\u00edcio de todo o conhecimento e a medida de todas as coisas.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, como nego este pressuposto, pelo motivo de n\u00e3o existir outra autoridade superior \u00e0s Sagradas Escrituras, assumo que Deus \u00e9 a origem, a raz\u00e3o e o fim da educa\u00e7\u00e3o. Ou \u00e9 Deus ou o Homem quem define a realidade.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dito isto, parece que consigo antecipar as obje\u00e7\u00f5es: \u201cIsso significa que s\u00f3 os crist\u00e3os \u00e9 que t\u00eam acesso \u00e0 verdade?\u201d; \u201cSomente eles \u00e9 que podem entender o mundo \u00e0 sua volta?\u201d. Claro que n\u00e3o!<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tanto crist\u00e3os como budistas, agn\u00f3sticos e ateus podem entender e aceitar que 1 + 1 \u00e9 igual a 2. Acreditamos que existe uniformidade nas leis f\u00edsicas e l\u00f3gicas do nosso mundo. Contudo, somente o sistema cristol\u00f3gico poder\u00e1 justificar de maneira coerente porque \u00e9 que 1 + 1 \u00e9 igual a 2, ontem, hoje, amanh\u00e3 e para toda a eternidade, em qualquer cultura, e em qualquer planeta.; e tamb\u00e9m porque \u00e9 que este resultado abstrato est\u00e1 em harmonia com a realidade.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por isso chegamos a uma bifurca\u00e7\u00e3o. Usando a pergunta de R. L. Dabney, quem deveria controlar a educa\u00e7\u00e3o? E, qual \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o apropriada? Toda a educa\u00e7\u00e3o se baseia em algum credo, portanto, s\u00f3 existem duas op\u00e7\u00f5es: o Estado secular ou a B\u00edblia; ou o humanismo ou o cristianismo; ou o credo da psicologia moderna ou o credo dos ap\u00f3stolos. Usado as palavras de certo escritor: \u201c<em>(&#8230;) O radical da palavra \u2013 credencia\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 credo. \u201cEu creio. Se o Estado \u00e9 nosso Senhor, buscamos a aprova\u00e7\u00e3o e permiss\u00e3o do Estado. <strong>Se Cristo \u00e9 nosso Senhor, buscamos a \u2013 credencia\u00e7\u00e3o &#8211;<\/strong> <strong>da Sua Palavra.<\/strong><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><strong>[3]<\/strong><\/a>\u201d<\/em><\/p>\n<h4><u>O que \u00e9 Educa\u00e7\u00e3o?<\/u><\/h4>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O conceito de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco dif\u00edcil de definir, contudo, permitam-me usar as defini\u00e7\u00f5es de dois educadores experientes.<\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Filipe Fontes: <\/em><\/strong>\u201c<em>Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo pelo qual nos tornamos <strong>seres humanos maduros;<\/strong> onde <strong>potencialidades humanas<\/strong> s\u00e3o afloradas ou desenvolvidas; A educa\u00e7\u00e3o pode ter um processo formal ou informal; no que se refere \u00e0 sua informalidade, <strong>tudo tem um impacto pedag\u00f3gico<\/strong><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong>[4]<\/strong><\/a>; por outro lado, a educa\u00e7\u00e3o formal \u00e9 levada a cabo <strong>por institui\u00e7\u00f5es desenhadas para isso<\/strong>. Relativamente \u00e0 educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, esta funciona com os <strong>pressupostos da revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica<\/strong><\/em>\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong><em>Solano Portela: <\/em><\/strong><em>\u201cEduca\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 somente transmiss\u00e3o de conhecimento, contempla tamb\u00e9m a internaliza\u00e7\u00e3o do que \u00e9 transmitido; no hebraico os conceitos \u2013 ensinar &#8211; e \u2013 aprender &#8211; s\u00e3o designados com uma mesma palavra\u201d. <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o obstante, gostaria de adicionar uma outra ideia, que acaba por complementar o que mencionei. A meu ver, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais bem compreendida se assimilarmos o que \u00e9 um ser humano e a raz\u00e3o da sua exist\u00eancia. Visto que educar \u00e9 algo que s\u00f3 os humanos fazem, ent\u00e3o a defini\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 na raz\u00e3o pela qual existe. Ora, se sou criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus e por conseguinte a minha miss\u00e3o \u00e9 transmitir a sua gl\u00f3ria, concluo ent\u00e3o que educa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais que forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 adora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os educadores seculares, inconscientemente creem neste princ\u00edpio.&nbsp; O Dr. David Justino, no seu ensaio \u201c<em>Dif\u00edcil \u00e9 educ\u00e1-los<\/em>\u201d, escreve: \u201c(&#8230;) <em>educar para qu\u00ea? A adequa\u00e7\u00e3o dos desempenhos \u00e0s finalidades socialmente reconhecidas como relevantes e indispens\u00e1veis ao desenvolvimento de uma sociedade <strong>\u00e9 a medida mais ajustada dessa ideia de melhor educa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Para isso \u00e9 necess\u00e1rio definir claramente <strong>onde se pretende chegar<\/strong> (&#8230;). Ou seja, a primeira responsabilidade de quem pretende contribuir para melhorar a educa\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds <strong>\u00e9 a de definir (&#8230;) um modelo de sociedade que se pretende estruturar e uma estrat\u00e9gia que o possa viabilizar e concretizar<\/strong><\/em>.\u201d Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 adora\u00e7\u00e3o. E n\u00f3s adoramos pela nossa religi\u00e3o, que \u00e9 regida pelo deus que confiamos; portanto, a quest\u00e3o seria a quem adoramos afinal. Existe uma ideia predominante na nossa sociedade que define religi\u00e3o apenas como algo associado a igrejas, denomina\u00e7\u00f5es, ordens mon\u00e1sticas, credos de f\u00e9, ministros de culto, o sobrenatural, as divindades, etc. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 apenas isso, religi\u00e3o \u00e9 o sistema de cren\u00e7as que move a vida do ser humano, mesmo que n\u00e3o apelem a uma entidade sobrenatural. Ou seja, aquilo que define e orienta a nossa vida, o valor mais elevado do nosso ser, o topo da hierarquia dos nossos valores, \u00e9 o nosso deus; e esse \u201cdeus\u201d dita a nossa religi\u00e3o.<\/p>\n<h4><em><u>A ideia Secular <\/u><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O nosso pa\u00eds tem muitos s\u00e9culos de hist\u00f3ria, por\u00e9m poucas d\u00e9cadas como na\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. Sabemos que: <em>\u201cA Revolu\u00e7\u00e3o de 25 de Abril de 1974 marca o in\u00edcio da vida democr\u00e1tica em Portugal. O golpe militar conduzido pelo Movimento das For\u00e7as armadas (MFA) p\u00f5e termo ao regime autorit\u00e1rio do <strong>Estado Novo<\/strong>, abrindo (&#8230;) para a democratiza\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento do pa\u00eds.\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup><strong>[5]<\/strong><\/sup><\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obviamente, n\u00e3o \u00e9 a partir deste momento que temos a escola \u201cp\u00fablica\u201d, mas talvez seja a partir deste ponto que come\u00e7a a haver um maior investimento por parte do Estado para que tenhamos um sistema educativo como agora o conhecemos. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Embora seja a revolu\u00e7\u00e3o de 25 de Abril o motor de arranque para este grande empreendimento educativo secular, houve na hist\u00f3ria europeia outras \u201crevolu\u00e7\u00f5es\u201d que abriram as portas para o secularismo, entre estas o<strong> Iluminismo<\/strong> (\u201cmovimento cultural e intelectual (&#8230;), que se verificou sobretudo durante&nbsp;o&nbsp;s\u00e9culo XVIII, caracterizado pela cren\u00e7a na raz\u00e3o como ferramenta v\u00e1lida para o progresso da humanidade e por uma atitude cr\u00edtica perante as formas pol\u00edticas e religiosas tradicionais <a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>;\u201d), a<strong> Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, <\/strong>e outros. O meu objetivo n\u00e3o \u00e9 falar destes eventos, e sim ressaltar algo importante que se desenvolveu ao longo da nossa tumultuosa hist\u00f3ria. Isto \u00e9, que estes acontecimentos, de certa maneira, incrementaram a no\u00e7\u00e3o de que <strong>a seculariza\u00e7\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o e o futuro da nossa sociedade. <\/strong>Contudo, conv\u00e9m esclarecer&nbsp; o que \u00e9 o secularismo.<\/p>\n<h4><u>O que \u00e9 \u201csecularismo\u201d ou \u201chumanismo secular\u201d? <\/u><\/h4>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u201c<strong><em>Modo de vida e de pensamento que \u00e9 seguido sem refer\u00eancia a Deus ou \u00e0 religi\u00e3o.<\/em><\/strong><em> (&#8230;)\u201d. <strong>\u00c9 uma cosmovis\u00e3o e um estilo de vida que se inclina para (&#8230;) o natural mais do que o sobrenatural. O secularismo \u00e9 uma abordagem n\u00e3o-religiosa da vida individual e social. <\/strong>Historicamente (&#8230;) <strong>no sentido institucional, seculariza\u00e7\u00e3o ainda significa a redu\u00e7\u00e3o da autoridade religiosa formal na educa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uma segunda maneira de se entender seculariza\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada aos modos de pensar e viver, para longe de Deus e em direc\u00e7\u00e3o a este mundo. <strong>(&#8230;) O humanismo secular (&#8230;) glorifica a criatura e rejeita o criador. (&#8230;) como tal, constitui-se num rival do cristianismo<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>\u201d<\/strong><\/em><strong>.&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por nenhum momento devemos acreditar que a seculariza\u00e7\u00e3o da cultura torna a nossa sociedade um terreno neutro e puramente pluralista<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, isso \u00e9 ilus\u00e3o.<\/strong> Al\u00e9m do mais, \u00e9 ainda maior ingenuidade crer que o secularismo \u00e9 favor\u00e1vel ao cristianismo, porquanto este eliminou em plena pra\u00e7a p\u00fablica, n\u00e3o todos, por\u00e9m um Deus, o crist\u00e3o. Igualmente, tal dogma humanista \u00e9, de certa maneira, respons\u00e1vel por tornar o homem radicalmente aut\u00f3nomo e por consequ\u00eancia, amoral. Portanto, usando as palavras do Dr. Ant\u00f3nio Monteiro da UCP<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, o que efetivamente \u201c<em>concorreu tamb\u00e9m para a amoraliza\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d foi \u201c<em>o fen\u00f3meno da seculariza\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. E acrescenta que a seculariza\u00e7\u00e3o surgiu auxiliada pela \u201c<em>autonomia das realidades terrenas do protagonismo do homem na condu\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, da queda dos deuses<\/em>\u201d. Com isto em mente a Lei de Deus est\u00e1 descartada pelo esp\u00edrito da era, o que obviamente transp\u00f5e-se para a escola estatal.<\/p>\n<h4><u>O Sistema Educativo \u00e9 humanista secular<\/u><\/h4>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lei de Bases do Sistema Educativo: &nbsp;<em>a) O Estado na\u0303o pode atribuir-se o direito de programar a educac\u0327a\u0303o e a cultura segundo quaisquer directrizes <strong>filoso\u0301ficas<\/strong>, este\u0301ticas, <strong>poli\u0301ticas<\/strong>, <strong>ideolo\u0301gicas<\/strong> ou <strong>religiosas<\/strong>; b) <strong>O ensino pu\u0301blico na\u0303o sera\u0301 confessional<\/strong>;<\/em> <em>5 &#8211; A educac\u0327a\u0303o promove o desenvolvimento do espi\u0301rito democra\u0301tico e <strong>pluralista<\/strong>, respeitador dos outros e das suas ideias, aberto ao dia\u0301logo e a\u0300 livre troca de opinio\u0303es, formando cidada\u0303os capazes de julgarem com espi\u0301rito cri\u0301tico e criativo o meio social em que se integram e de se empenharem na sua transforma\u00e7\u00e3o progressiva. <\/em>&nbsp;<strong><em>O sistema educativo organiza-se de forma a: <\/em><\/strong><em>b) Contribuir para a realizac\u0327a\u0303o do educando, atrave\u0301s do pleno desenvolvimento da personalidade, da <strong>formac\u0327a\u0303o do cara\u0301cter<\/strong> e da cidadania, preparando-o para uma reflexa\u0303o consciente sobre os valores espirituais, este\u0301ticos, morais e ci\u0301vicos e proporcionando-lhe um equilibrado desenvolvimento fi\u0301sico; c) Assegurar a <strong>formac\u0327a\u0303o ci\u0301vica e moral<\/strong> dos jovens;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Estado define claramente o programa no seu credo! Como disse Daniel Oliveira (jornalista de esquerda) num debate da SIC: \u201c<em>a escola n\u00e3o \u00e9 neutra, a escola tem valores, o Estado tem valores; que s\u00e3o aqueles que est\u00e3o na Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos Humanos e nos v\u00e1rios documentos dos quais o Estado como um todo se compromete. <strong>E esses valores<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> est\u00e3o na escola<\/strong><\/em>.\u201d Portanto, o ponto tem de ser claro para n\u00f3s; o Estado tem os seus valores, pressupostos, dogmas, confiss\u00e3o, que ir\u00e3o sem sombra de d\u00favida determinar a sua narrativa e pr\u00e1tica, por isso, n\u00e3o \u00e9 neutro quando usa a ferramenta do sistema educativo. Dito de outra forma, o Estado n\u00e3o \u00e9 neutro quanto ao facto de os pais serem ou n\u00e3o a autoridade m\u00e1xima sobre os filhos; nunca poder\u00e1 ser neutro quanto \u00e0s implica\u00e7\u00f5es de um cristianismo b\u00edblico; n\u00e3o \u00e9 neutro quanto ao criacionismo e o evolucionismo; n\u00e3o o \u00e9 quanto a quest\u00f5es de g\u00e9nero e sexualidade; n\u00e3o \u00e9 neutro quanto ao aborto; e tamb\u00e9m n\u00e3o o ser\u00e1 quanto ao tema da eutan\u00e1sia. &nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Por\u00e9m, a nossa cultura crist\u00e3 cr\u00ea numa certa neutralidade por parte do Estado e consequentemente do sistema educacional.<\/strong> Certo autor escreveu o seguinte sobre este ponto:<em> \u201c<\/em><em>Por muito tempo, os crist\u00e3os acreditaram na exist\u00eancia de uma arena de neutralidade e imunidade em que humanistas e crist\u00e3os poderiam discutir temas baseados no estudo \u201cobjetivo\u201d dos fatos.&nbsp; I<strong>nfelizmente, os humanistas jamais adotaram o mito da neutralidade <\/strong>(&#8230;). Enquanto vendiam aos crist\u00e3os os bens estragados da neutralidade, (&#8230;), da toler\u00e2ncia e do pluralismo, os humanistas promoviam e implementavam sua cosmovis\u00e3o em todas as \u00e1reas da vida, negando o que, segundo eles, dever\u00edamos crer. <strong>Desafortunadamente muitos crist\u00e3os ainda acreditam que a neutralidade \u00e9 poss\u00edvel e que os humanistas buscam a objetividade na educa\u00e7\u00e3o.<\/strong> Nada poderia estar mais distante da realidade. <strong>Todos os fatos s\u00e3o fatos interpretados, e os humanistas buscam interpret\u00e1-los sem qualquer considera\u00e7\u00e3o por Deus e sua Palavra.<\/strong> Opini\u00f5es contr\u00e1rias em rela\u00e7\u00e3o aos fatos n\u00e3o s\u00e3o consideradas. <strong>O Estado determinou o padr\u00e3o pelo qual devemos interpretar os fatos. Os humanistas compreenderam isso h\u00e1 muito tempo, e por isso seu interesse passou a ser capturar (&#8230;)o governo civil de forma a controlar os meios para perpetua\u00e7\u00e3o da sua cosmovis\u00e3o. A teoria social humanista transformou a educa\u00e7\u00e3o em deus, o deus que eles agora controlam.<\/strong>\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><strong>[12]<\/strong><\/a><\/em> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ora, dito isto, ser\u00e1 que o sistema secular \u00e9 um intermedi\u00e1rio \u201cimparcial\u201d entre a nossa f\u00e9 e a nossa liberdade? N\u00e3o creio, e isto consequentemente reflete-se no sistema educativo.<\/p>\n<h4><em><u>O Prop\u00f3sito do Sistema Educativo das Sociedades Contempor\u00e2neas<\/u><\/em><\/h4>\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u201cAs sociedades contempor\u00e2neas, fascinadas pela <strong>ideia de progresso<\/strong> e orientadas pelos novos <strong>valores da modernidade<\/strong>, (&#8230;), desde muito cedo compreenderam que era indispens\u00e1vel dispor de <strong>um sistema de ensino capaz de formar e capacitar as novas gera\u00e7\u00f5es<\/strong> (&#8230;). <\/em><\/p>\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Formar cidad\u00e3os, torn\u00e1-los conhecedores e capazes de exercer de forma respons\u00e1vel os seus direitos e deveres, (&#8230;), foi a primeira necessidade que os regimes liberais do s\u00e9c. XIX invocaram para <strong>eleger a educa\u00e7\u00e3o como um dos instrumentos decisivos na constru\u00e7\u00e3o de uma identidade de dimens\u00e3o nacional capaz de superar os la\u00e7os e valores tradicionais e caracter\u00edsticos das sociedades do Antigo Regime.<\/strong><\/em><a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><em><strong>[13]<\/strong><\/em><\/a><em>\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong>Esta cita\u00e7\u00e3o acima revela-nos claramente qual \u00e9 a motiva\u00e7\u00e3o e o prop\u00f3sito do governo portugu\u00eas para com a educa\u00e7\u00e3o. O fim \u00e9 claro, a forma\u00e7\u00e3o hol\u00edstica do indiv\u00edduo. <strong>Usando termos mais religiosos, seria educar indiv\u00edduos para ser \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a do Estado.<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No contexto portugu\u00eas, a partir da segunda metade do s\u00e9c. XIX, o desenvolvimento da rede p\u00fablica de escolas, n\u00e3o tinha apenas o simples prop\u00f3sito de satisfazer as necessidades rudimentares de escolariza\u00e7\u00e3o (saber ler e escrever). Os l\u00edderes pol\u00edticos ansiavam por mais. (&#8230;). O Dr. David Justino esclarece este ponto, escrevendo: \u201c<em>Mais que formar cidad\u00e3os livres e respons\u00e1veis, conscientes dos seus direitos e deveres, pretendia-se definir um padr\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o, selecionar e hierarquizar os conte\u00fados, incutir determinados valores, disciplinar as condutas, <strong>de acordo com uma norma que identificaria o \u00abcidad\u00e3o exemplar\u00bb<\/strong><\/em><strong>.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Somente nos resta perguntar; o que significa, para um sistema secularizado, \u201c<em>uma norma que identificaria o cidad\u00e3o exemplar<\/em>.\u201d? <strong>O que significa \u201cnorma\u201d e \u201ccidad\u00e3o exemplar\u201d na sala de aula portuguesa no s\u00e9c. XXI? <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esta ideia de o Estado alargar a educa\u00e7\u00e3o a toda a popula\u00e7\u00e3o, com o intuito de doutrin\u00e1-la conforme os seus ditames, foi vista, pelos defensores da \u201csocializa\u00e7\u00e3o familiar\u201d, como algo estranho e suspeito.&nbsp; Em meados do s\u00e9c. XIX, era comum, em Portugal, as chamadas escolas livres, estas desenvolveram-se pela iniciativa de comunidades locais, professores, e com o apoio de organiza\u00e7\u00f5es religiosas. Ensinavam leitura, escrita, forma\u00e7\u00e3o c\u00edvica, moral e religiosa.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, para o governo, este exerc\u00edcio de educa\u00e7\u00e3o privada e livre, salteada de tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, \u00e9 contraproducente para um Estado moderno cujo fim principal \u00e9: <em>\u201c(&#8230;) assegurar uma oferta que contrariasse o dom\u00ednio de outras institui\u00e7\u00f5es, nomeadamente religiosas, e que afirmasse o princ\u00edpio da laicidade n\u00e3o s\u00f3 do Estado e da sua administra\u00e7\u00e3o, mas, bem mais importante<strong>, a laicidade<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a> da forma\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/em><a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com isto em mente, o Estado portugu\u00eas, concluiu gradativamente que n\u00e3o podia ser apenas um <strong>regulador do ensino<\/strong>, mas teria de tornar-se um \u201c<strong><em>garante do ensino para todos<\/em><\/strong>\u201d. <em>\u201cA partir daqui foi um pequeno passo para a estrutura\u00e7\u00e3o de um <strong>Estado educador<\/strong> que assumia perante a sociedade a responsabilidade de formar as novas gera\u00e7\u00f5es. <strong>Al\u00e9m de assegurar as condi\u00e7\u00f5es materiais de ensino, passou-se para a imposi\u00e7\u00e3o de quem ensina, do que ensina e como ensina<\/strong>.\u201d<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><strong>[16]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong>Portanto, torna-se o Estado o nosso \u201cencarregado de educa\u00e7\u00e3o\u201d, o nosso \u201cpap\u00e1\u201d, o nosso \u201csenhor\u201d, no que diz respeito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Logo, tem o \u201cdireito\u201d e \u201cdever\u201d, n\u00e3o s\u00f3 de definir estrat\u00e9gias para que a na\u00e7\u00e3o seja \u201cdevidamente\u201d educada (direito de cada cidad\u00e3o), como tamb\u00e9m assegurar que cada cidad\u00e3o cumpra a sua \u201cobriga\u00e7\u00e3o\u201d de frequentar a escola p\u00fablica. Usando as palavras do Dr. David Justino, o Estado portugu\u00eas estendeu \u201c<em>o seu <strong>poder<\/strong> <strong>coercivo <\/strong>a um sector aparentemente destinado <strong>ao jogo da livre escolha das fam\u00edlias<\/strong><\/em>.\u201d (&#8230;).<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Podemos afirmar ent\u00e3o que, aos olhos do Estado, n\u00e3o s\u00e3o as fam\u00edlias soberanas sobre a educa\u00e7\u00e3o dos seus filhos, s\u00e3o apenas meros \u201creguladores de ensino\u201d. E se a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o for conforme o estipulado pelo Governo, mais cedo ou mais tarde este n\u00e3o poder\u00e1 toler\u00e1-lo. Portanto, creio que futuramente n\u00e3o haver\u00e1 Constitui\u00e7\u00e3o que proteja a Igreja contra C\u00e9sar.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No 4\u00ba Debate cujo tema era \u201c<em>A Escola p\u00fablica e a Educa\u00e7\u00e3o em Portugal: presente e futuro<\/em>\u201d, uma das palestrantes do painel foi questionada com o seguinte: \u201c<em>Qual \u00e9 o papel que a escola publica deve ter<\/em>?\u201d. Ao qual respondeu: \u201c<em>Creio que a escola p\u00fablica deve ser um espa\u00e7o de <strong>conhecimento, de forma\u00e7\u00e3o de cultura integral do indiv\u00edduo<\/strong> muito mais que um instituto de emprego e forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/em>\u201d. <strong>E isto, meus irm\u00e3os, \u00e9 a acultura\u00e7\u00e3o providenciada pelo sistema p\u00fablico.&nbsp; <\/strong>Portanto terminamos esta sec\u00e7\u00e3o com uma preocupa\u00e7\u00e3o<strong>, qual \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para a nossa gera\u00e7\u00e3o crist\u00e3? Que tipo de educa\u00e7\u00e3o deve formar integralmente os nossos filhos? <\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Ser\u00e1 que queremos formar uma gera\u00e7\u00e3o sem absolutos, cujo a \u00fanica convic\u00e7\u00e3o \u00e9 a neutralidade e a \u00fanica verdade \u00e9 a subjetividade? <\/strong>\u00c9 necess\u00e1ria uma educa\u00e7\u00e3o que instrui o car\u00e1cter das crian\u00e7as conforme a Lei de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Concluo com as palavras do Pastor Tedd Tripp: \u201c<em>Na aus\u00eancia duma instru\u00e7\u00e3o b\u00edblica, os instrutores da forma\u00e7\u00e3o secular assumem o controlo<\/em><a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a>\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <strong><em><sup>1<\/sup><\/em><\/strong><em>No princ\u00edpio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.<strong><sup>2<\/sup><\/strong>Ele estava no princ\u00edpio com Deus.<strong><sup>3<\/sup><\/strong>Todas as coisas foram feitas por interm\u00e9dio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.<strong><sup>4<\/sup><\/strong>A vida estava nele e a vida era a luz dos homens.<strong><sup>5<\/sup><\/strong>A luz resplandece nas trevas, e as trevas n\u00e3o prevaleceram contra ela.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <strong><em><sup>15<\/sup><\/em><\/strong><em>Este \u00e9 a imagem do Deus invis\u00edvel, o primog\u00eanito de toda a cria\u00e7\u00e3o;<strong><sup>16<\/sup><\/strong>pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos c\u00e9us e sobre a terra, as vis\u00edveis e as invis\u00edveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.<strong><sup>17<\/sup><\/strong>Ele \u00e9 antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.<sup><strong>[2]<\/strong><\/sup><\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><em><strong>[3]<\/strong><\/em><\/a><em> DeMar, Gary. Quem controla as escolas governa o mundo (p. 63). Editora Monergismo. Edi\u00e7\u00e3o do Kindle.\u201d&nbsp; <\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Defini\u00e7\u00e3o: \u201cteoria da arte, filosofia ou ci\u00eancia da educa\u00e7\u00e3o, com vista \u00e0 defini\u00e7\u00e3o dos seus fins e dos meios capazes de os realizar\u201d<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><em><strong>[5]<\/strong><\/em><\/a> <a href=\"https:\/\/www.parlamento.pt\/Parlamento\/Paginas\/democracia.aspx\"><em>https:\/\/www.parlamento.pt\/Parlamento\/Paginas\/democracia.aspx<\/em><\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><em><strong>[6]<\/strong><\/em><\/a> <a href=\"https:\/\/www.infopedia.pt\/dicionarios\/lingua-portuguesa\/iluminismo\"><em>https:\/\/www.infopedia.pt\/dicionarios\/lingua-portuguesa\/iluminismo<\/em><\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><em><strong>[7]<\/strong><\/em><\/a><em> Enciclop\u00e9dia hist\u00f3rico-teol\u00f3gica da igreja Crist\u00e3 Vol. 3. Edi\u00e7\u00f5es vida nova, Mar\u00e7o 1993, p\u00e1g.&nbsp; 364-365.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><em><strong>[8]<\/strong><\/em><\/a><em> 1. Qualidade ou condi\u00e7\u00e3o daquilo que se caracteriza pela multiplicidade, pela coexist\u00eancia de diferentes aspetos; 2. Posi\u00e7\u00e3o te\u00f3rica ou situa\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica em que se admite uma pluralidade de opini\u00f5es ou de comportamentos no seio de uma mesma coletividade organizada; 3.POL\u00cdTICA&nbsp;sistema pol\u00edtico em que se reconhece o direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o e se permite a cria\u00e7\u00e3o de diferentes partidos pol\u00edticos com iguais direitos ao exerc\u00edcio do poder; 4. FILOSOFIA&nbsp;doutrina, oposta ao monismo, que admite que os seres que comp\u00f5em o Universo n\u00e3o s\u00e3o redut\u00edveis a um princ\u00edpio constitutivo \u00fanico.<\/em><\/p>\n<p><em>(<\/em><a href=\"https:\/\/www.infopedia.pt\/dicionarios\/lingua-portuguesa\/pluralismo\"><em>https:\/\/www.infopedia.pt\/dicionarios\/lingua-portuguesa\/pluralismo<\/em><\/a><em>).<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><em><strong>[9]<\/strong><\/em><\/a><em> Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><em><strong>[10]<\/strong><\/em><\/a><em> Semana de estudos teol\u00f3gicos da UCP, Quest\u00e3o \u00e9tica e f\u00e9 crist\u00e3. Editorial VERBO 1988. P\u00e1g. 20.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Princ\u00edpios ou fundamentos morais ou \u00e9ticos que orientam a a\u00e7\u00e3o do ser humano.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> <em>Ibid (pp. 7-8)<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><em><strong>[13]<\/strong><\/em><\/a><em> Dif\u00edcil \u00e9 educ\u00e1-los. David Justino. Coordena\u00e7\u00e3o Editorial: Rel\u00f3gio D\u00b4\u00c1gua Editores. FFMS e David Justino, Setembro de 2010, p\u00e1g. 22.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><em><strong>[14]<\/strong><\/em><\/a><em> Sign.: \u201cQualidade ou condi\u00e7\u00e3o do que \u00e9 laico, do que \u00e9 independente de qualquer confiss\u00e3o religiosa; princ\u00edpio que determina&nbsp;o car\u00e1cter n\u00e3o confessional das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas\u201d(<\/em><a href=\"https:\/\/www.infopedia.pt\/dicionarios\/lingua-portuguesa\/laicidade\"><em>https:\/\/www.infopedia.pt\/dicionarios\/lingua-portuguesa\/laicidade<\/em><\/a><em>).<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><em><strong>[15]<\/strong><\/em><\/a><em> Dif\u00edcil \u00e9 educ\u00e1-los. David Justino. Coordena\u00e7\u00e3o Editorial: Rel\u00f3gio D\u00b4\u00c1gua Editores. FFMS e David Justino, Setembro de 2010, p\u00e1g. 25.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\"><em><strong>[16]<\/strong><\/em><\/a><em> Ibid, p\u00e1g. 24.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\"><em><strong>[17]<\/strong><\/em><\/a><em> Tedd &amp; Margy Tripp, instruindo o cora\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, 2009 Editora Fiel. P\u00e1g. 19.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A import\u00e2ncia da Educa\u00e7\u00e3o? &nbsp;A&nbsp;educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um assunto t\u00e3o importante quanto pol\u00e9mico. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma inquieta\u00e7\u00e3o para os progenitores sen\u00e3o tamb\u00e9m para os governos. Para todos a forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica da futura gera\u00e7\u00e3o, \u00e9 t\u00e3o necess\u00e1ria, que estamos dispostos a investir muito tempo, dinheiro, regulamenta\u00e7\u00f5es e outros recursos com o fim de atingir esse [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":1171,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[29],"class_list":["post-1170","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","tag-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ibmiratejo.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1170","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ibmiratejo.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ibmiratejo.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ibmiratejo.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ibmiratejo.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1170"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/ibmiratejo.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1170\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1177,"href":"https:\/\/ibmiratejo.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1170\/revisions\/1177"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ibmiratejo.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1171"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ibmiratejo.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ibmiratejo.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ibmiratejo.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}